Desenvolvimento do turismo em Tocantins

Três regiões do Tocantins que se destacam na atração de visitantes iniciam o ano com um impulso ao crescimento econômico. O Ministério do Turismo validou os Planos de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS) dos polos de Palmas, Cantão e Jalapão. A ação permite ao estado pleitear recursos públicos, a exemplo do Programa Regional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Nacional), para melhorar a infraestrutura e reforçar suas potencialidades.

As belezas naturais do Jalapão atraem turistas o ano inteiro. Crédito: Divulgação Embratur

As belezas naturais do Jalapão atraem turistas o ano inteiro. Crédito: Divulgação Embratur

O trabalho voltado ao polo da capital, além de Palmas fazem parte também as cidades de Lajeado, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, tem como foco a consolidação do segmento de negócios e eventos. É prevista, ainda, a oferta de roteiros integrados e atrativos complementares de lazer e ecoturismo, a partir da diversidade de rios, praias fluviais, cachoeiras e parques da área.

Já no Polo Cantão, formado pelos municípios de Lagoa da Confusão, Pium, Aguacema e Cesara, a meta é ampliar atividades ligadas à natureza, com a premissa de conservação ambiental e inclusão social. A paisagem natural constitui um dos diferenciais da região, por ser uma área de transição entre o Pantanal, a Floresta Amazônica e o Cerrado.

O local abriga a Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Bananal, o Parque Estadual do Cantão, o Parque Nacional do Araguaia e o Parque Indígena do Araguaia. O trabalho envolve ainda estruturar os ramos de pesca esportiva e de turismo cultural, caracterizado por artesanato e festas populares.

Já o PDITS do Polo Jalapão busca acelerar o desenvolvimento do ecoturismo e do turismo de aventura, com a captação e a qualificação de empreendimentos. O projeto também é baseado na premissa de conservação ambiental e de inserção de moradores na cadeia produtiva. Ele envolve os municípios de Novo Acordo, São Félix do Tocantins, Mateiros e Ponte Alta do Tocantins. Nestas cidades, destacam-se atrativos naturais em meio à Caatinga, ao Cerrado e a desertos, com rios, cachoeiras e formações rochosas únicas. O turismo cultural é um segmento complementar, devido à presença de comunidades quilombolas, conhecidas por seu artesanato com capim dourado.

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, destaca o apoio da pasta ao fortalecimento do setor em estados e municípios. “São cidades que recebem e acolhem o visitante que busca conhecer as belezas do território nacional. E é papel do Ministério trabalhar pela adequada estrutura de atendimento a este viajante, bem como na oferta de atrativos que ajudem a encantá-lo”, enfatiza.

Os estudos, iniciados em 2012 e financiados em grande parte pelo MTur, com contrapartida do estado, foram realizados por meio de uma consultoria privada que mapeou as características, as condições de infraestrutura e os potenciais das regiões.

Para o superintendente de Desenvolvimento Turístico da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, James Possapp, este tipo de análise favorece a tomada de decisões. “Esses estudos são essenciais para se pleitear recursos do Ministério do Turismo e estruturar a cadeia produtiva do setor. Nesse sentido, os planos direcionam investimentos públicos, além de oferecer subsídios ao investimento privado”, explica.

OUTROS OBJETIVOS – Os planos apontam a necessidade de estruturação de destinos e de capacitação de administradores públicos e atores do trade turístico para a gestão compartilhada da atividade. Estão previstas também um conjunto de estratégias no sentido de fortalecer a identidade dos polos, unindo esforços com vistas à comercialização integrada de atrativos.

O horizonte temporal de implantação dos PDITS é de 10 anos, com ações prioritárias previstas para os primeiros 18 meses de execução. As iniciativas devem ser analisadas periodicamente, a fim de proporcionar a aferição de resultados e a correção de rumos.

PRODETUR NACIONAL – O programa busca fortalecer o papel articulador do MTur no desenho e na execução de políticas públicas, bem como contribuir para a estruturação de destinos e o fomento ao desenvolvimento regional.

O Prodetur permite a entes públicos acessar financiamentos externos. Desde a sua criação, em 2008, o programa formalizou aproximadamente US$ 900 milhões em contratos assinados entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe, bem como Fortaleza e Manaus.

* Com informações da Comunicação Social do Governo do Tocantins.