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Como deixar de agir por impulso

Ações e palavras lançadas como projéteis, diretamente das emoções, costumam fazer estragos difíceis de ser reparados. Quem age por impulso, quase sempre, em geral, se arrepende depois. Ações impulsivas podem destruir relacionamentos e carreiras. Como fazer para controlar a descarga emocional que resulta em comportamentos irracionais?

 

Jael Coaracy

Existem pessoas que não desenvolveram a habilidade de administrar suas emoções. Diante de situações que as mobilizam, se deixam dominar pelo estado emocional em que se encontram.

 

Como se, no momento do impulso, a pessoa sofresse uma “privação da razão” que a leva a uma descarga emocional que não tem espaço para o pensamento.

 

É o que acontece, por exemplo, quando alguém se sente invadido pela raiva e sai quebrando o que vê pela frente, agredindo outras pessoas verbal, ou fisicamente. Ou, agindo contra si mesmo (a) através de comportamentos de risco, como beber demais, comer demais, dirigir perigosamente, provocar brigas com estranhos, entre outros.

 

 

Compreendendo as ações por impulso

 

Ações impulsivas são resultado de uma pressão interna que se move no indivíduo tomado por experiências emocionais intensas. Como consequência, o leva a agir impulsivamente, sem a mediação da a razão.

 

Por isso, as ações impulsivas tendem a ser destemperadas e representam perigo potencial. Em casos graves, acabam em tragédias e complicações com a Justiça.

 

Muitas vezes, não é preciso que algo externo aconteça.

 

As vivências internas, patrocinadas por fantasias e medos da pessoa  atuam sobre as emoções e fazem com que o cérebro reaja de acordo com elas.

 

Como a neurociência comprova, reagimos à imaginação carregada de emoção, como se aquilo fosse verdade. Por isso, muitas vezes, mesmo sem que algo concreto ocorro o indivíduo reage aos pensamentos como se fossem reais.

 

Pensamentos repetitivos em que a pessoa se apega a uma idéia ou constrói uma fantasia infeliz, portanto, também têm o poder de desencadear emoções fortes e negativas, como medo, frustração, desespero, ódio, ciúme, inveja.

 

Desastres anunciados

 

Um exemplo que costuma ocorrer é quando, no relacionamento amoroso, um dos parceiros é extremamente ciumento e acredita que está sendo traído (a).

 

Passa a interpretar situações como “evidências” da traição do outro(a). À medida que alimenta suas suspeitas,se convence de que aquilo é verdadeiro. Em vez de se dar conta de que a causa da desconfiança se encontra na própria insegurança e baixa autoestima, cria fantasias e acredita nelas sem questionar se são reais.

 

Passa a interpretar situações como “evidências” da traição do outro(a). À medida que alimenta suas suspeitas, se convence de que suas suspeitas são verdadeiras. Então, se deixa tomar por emoções perturbadoras que desencadeiam ações impulsivas.

 

Ao usar a razão para questionar as causas do estado emocional em que se acha, a pessoa entra em contato com as causas e o significado das suas emoções. Com isso, torna-se apta a fazer uma avaliação adequada do que está acontecendo com ela.

 

É preciso haver um intervalo entre emoção e ação para evitar atitudes das quais você poderá se arrepender depois.

 

 

Esse tipo de comportamento pode ser evitado, desde haja vontade de mudar. Atenção, esforço e responsabilidade são as chaves para interromper padrões de comportamento impulsivo.

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